Mais de 43 mil ilegais africanos atravessaram o Iémen

27 dezembro 2010

Segundo Acnur, o fluxo verificado entre Janeiro a Outubro de 2010 envolveu 13 mil somalis e 30 mil etíopes.

[caption id="attachment_182618" align="alignleft" width="175" caption="Iémen"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.

Mais de 43 mil ilegais atravessaram o Mar Vermelho e o Golfo do Aden, entre Janeiro a Outubro de 2010, para fugir da pobreza e dos conflitos em África.

Segundo o Acnur, o número de imigrantes ilegais transportados em barcos de pesca foi registado na aldeia iemenita de El-Mandab, localizada a 190 km a oeste de Aden. O local é considerado o ponto da Península Arábica mais próximo de África.

Fluxo

Dados recolhidos pelo Conselho Dinamarquês para Refugiados, DRC, que opera em parceira com o Acnur, apontam para a existência de uma vasta rede de contactos na polícia, exército e aldeões locais para a travessia dos ilegais.

A DRC trabalha no local para providenciar primeiros socorros, água e biscoitos altamente energéticos aos refugiados, em coordenação com o Crescente Vermelho do Iémen e com o Acnur.

Percurso

Histórias recolhidas nos campos de refugiados do Iémen incluem as de um etíope que referiu ter tomado um navio no Djibuti, e caminhado durante dois dias no deserto, a partir da fronteira com a Etiópia. Ele diz ter sido mantido num lugar isolado pelos traficantes juntamente com milhares de outros homens, mulheres e crianças.

No seu percurso, vários imigrantes e refugiados caem nas malhas dos traficantes que os vendem como escravos sexuais ou forçam-nos à servidão na Arábia Saudita e em outros países do Médio Oriente.

Negócio lucrativo

Em Setembro dois homens e uma mulher foram sentenciados a 10 anos de prisão, em Aden, pelo tráfico de uma somali na Arábia Saudita.

Estima-se que em todo o mundo, 123 milhões de pessoas sejam vítimas do tráfico humano.

A compra e a venda de seres humanos para a exploração está associada ao negócio de armas.

O negócio é considerado o segundo maior da indústria criminal mundial, depois do tráfico de drogas.

 

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