Pesquisa revela quadro preocupante dos refugiados palestinos no Líbano
BR

20 dezembro 2010

Segundo enquete da Unrwa, 66% são considerados pobres e 56% dos palestinos economicamente ativos estão desempregados.

[caption id="attachment_184271" align="alignleft" width="175" caption="Crianças palestinas"]

Daniela Kresch, da Rádio ONU em Tel Aviv.

Pobreza, desemprego e más condições de saúde e de moradia são apontados como fatores críticos em uma pesquisa sócio-econômica feita no verão de 2010 com 2.600 domicílios no Líbano. A enquete traça um perfil assustador do dia-a-dia dos refugiados palestinos no país.

Segundo pesquisa, realizada pela agência das Nações Unidas para refugiados palestinos, Unrwa, em conjunto com a Universidade Americana de Beirute, 66,4% dos 280 mil refugiados palestinos no Líbano são considerados pobres e não conseguem arcar com as despesas básicas de alimentação e outras necessidades familiares.

O percentual é quase duas vezes maior do que o de libaneses pobres: 35% da população.

A enquete, com financiamente da União Europeia, também revelou que 6,6% dos refugiados são classificados como extremamente pobres e precisam de ajuda alimentar diária.

Alto desemprego

Outro percentual preocupante é do desemprego: 56% dos refugiados economicamente ativos não trabalham.

Dos 38% empregados, dois terços trabalham em ocupações com salários baixos.

São vendedores de rua, trabalhadores da construção civil e agricultures.

Um dos motivos seria, segundo os pesquisadores, o baixo nível educacional dos palestinos libaneses.

Enquanto 92% das crianças de 7 a 15 anos estão registradras em escolas, só metade dos jovens de 16 a 18 anos chegam ao ensino médio e 6% recebem diplomas de nível superior.

Saúde e Moradia

O relatório revela um quadro de saúde e de moradia igualmente preocupantes.

Só 5% dos refugiados palestinos têm seguro médico, mesmo que um em cada três sofra com algum tipo de doença crônica.

Dois terços das moradias apresentam problemas de umidade e superlotação.

Os resultados fizeram com que a Unrwa reconhecesse que não pode solucionar todos os problemas sozinha.

A agência decidiu aumentar a conscientização de doadores, do governo libanês e de ONGs de direitos-humanos quanto às condições de vida dos refugiados palestinos no Líbano.

 

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