Relator pede a Mianmar que liberte presos políticos
BR

13 dezembro 2010

Tomás Ojea Quintana disse que pelo menos 2,2 mil pessoas estão detidas no país asiático por protestarem contra o regime militar; apelo marca um mês da libertação da Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O relator de direitos humanos das Nações Unidas, Tomás Ojea Quintana, pediu ao governo de Mianmar que liberte todos os presos políticos do país.

O apelo, feito nesta segunda-feira, coincide com o aniversário de um mês da libertação da política birmanesa e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

Grande Maioria

Segundo a ONU, atualmente 2,202 pessoas estão detidas por motivos políticos em Mianmar. A grande maioria delas por protestos à Junta Militar que governa o país asiático.

Ojea Quintana disse que muitos detidos estão sofrendo com problemas sérios de saúde além de condições precárias nos presídios.

Folhetos

O relator lembrou da morte do monge budista, U Naymeinda, também conhecido como Myo Min, no último dia 8.

O monge, de 50 anos, morreu em detenção. A Junta o prendeu por distribuir folhetos de apoio a manifestações democráticas em setembro de 1999.

No comunicado, Ojea Quintana disse que está muito preocupado com a situação de detidos no complexo de celas 4 da prisão de Insein, considerada de segurança máxima.

Muitos teriam doenças associadas à má nutrição e ainda tuberculose.

*Apresentação: Eduardo Costa Mendonça, da Rádio ONU em Nova York.

 

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