Relatores preocupados com prisões de ativistas na China
BR

13 dezembro 2010

Em nota conjunta, grupo relata ‘maior número de prisões e perseguições desde que Liu Xiaobo ganhou Nobel da Paz.’

[caption id="attachment_167226" align="alignleft" width="175" caption="Frank La Rue"]

Três especialistas das Nações Unidas se mostraram preocupados com a pressão contra defensores dos direitos humanos na China.

Segundo eles, os problemas estariam ocorrendo desde a indicação do ativista chinês, Liu Xiaobo, para o Prêmio Nobel da Paz 2010.

Buscas

De acordo com os relatores, "desde 8 de outubro deste ano foram recebidas mais de 20 denúncias de prisões ou buscas contra defensores de direitos humanos no país".

Nesse mesmo período, houve 120 casos de buscas domicilares, incluindo a esposa de Xiaobo, Liu Xia.

Outros relatos envolvem restrições para viagens, mudanças forçadas de residências, intimidações e bloqueios dos meios de comuniçacão, como a retirada de notícias sobre o Nobel da Internet.

Direitos Humanos

O grupo classificou essas medidas como "alarmantes" e chamou a atenção para o aumento das restrições "contra a liberdade de expressão e o direito dos ativistas chineses de realizarem manifestações pacíficas".

Os relatores lamentaram a ausência de Liu Xiaobo na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, na semana passada, na Noruega.

O ativista está preso após ser acusado pelo governo chinês de subversão.

No comunicado, o grupo reforçou o apelo para que a China liberte todas as pessoas presas por participarem de manifestações pacíficas. Os relatores pediram ainda para que o país ratifique o Tratado Internacional de Direitos Civis e Políticos.

A nota conjunta foi assinada pelos relatores especiais Margaret Sekaggya, de direitos humanos; Frank La Rue, da liberdade de expressão e El Hadji Malick Sow, de detenção arbitrária.

*Apresentação: Monica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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