Situação em Cote d'Ivoire leva 2 mil a fugir para países vizinhos

10 dezembro 2010

Deslocados são, na sua maioria, mulheres e crianças em busca de refúgio na Libéria e na Guiné-Conacri.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, disse estar a acompanhar de perto a situação que se seguiu à crise pós-eleitoral em Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

A instabilidade ditou a fuga do país de mais de 2 mil marfinenses que são, na sua maioria, mulheres e crianças em busca de refúgio na Libéria e na Guiné-Conacri.

Reforço da Resposta

O porta-voz do Acnur, Andrej Mahecic, disse nesta sexta-feira em Genebra que a agência está a dar passos com vista a reforçar a sua resposta para o caso de uma deterioração da situação.

A situação de instabilidade em Cote d'Ivoire foi gerada depois de o Tribunal Constitucional ter revertido a proclamação da vitória de Alassane Ouattara anunciada anteriormente pela Comissão Eleitoral Independente, CEI. O Tribunal citou alegações de irregularidades no norte, concedendo a vitória a Laurent Gbagbo.

Os dois assumiram a presidência e nomearam gabinetes.

Medida de Precaução

Até ao momento, estima-se em 1,7 mil o número de pessoas que cruzaram a fronteira da região de Nimba, a nordeste da Libéria. Outras 200 chegaram exaustas à região de Nzerekore, na Guiné-Conacri, após dois dias de caminhada.

Segundo o oficial do Acnur, os refugiados dizem que a sua movimentação constitui uma medida de precaução, devido a receios de instabilidade e violência no caso da persistência do impasse político em Cote d'Ivoire.

Antes da crise, o Acnur prestava assistência a cerca de 13 mil refugiados marfinenses que fugiram da guerra civil de 2002.

No país, a agência assiste actualmente 25 mil refugiados, maioritariamente da Libéria, e 35 mil deslocados internos.

 

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