Centenas de eritreus mantidos reféns no Egipto

7 dezembro 2010

Acnur refere que a identidade das vítimas continua desconhecida, apesar de já ter sido avançado um pedido de resgate de US$ 8 mil para cada sequestrado.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 250 eritreus foram feitos reféns por traficantes de seres humanos na região de Sinai no Egipto, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur.

Os eritreus foram mantidos reféns por cerca de um mês. A agência da ONU afirma ter lançado um apelo ao Egipto para intervir e assegurar a libertação do grupo.

Resgate

Segundo o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, a identidade dos reféns continua desconhecida, apesar de já ter sido avançado um pedido de resgate.

O oficial referiu igualmente que a organzação tem informação bastante limitada sobre o grupo de eritreus.

Ele citou agências de notícias como tendo referido que os traficantes "exigem o pagamento de US$ 8mil para a libertação de cada refém; que estes estavam confinados em contentores e sujeitos a abusos, em alguns casos, durante vários meses."

Contactos

Edwards disse que estão a decorrer contactos com o governo egípcio para resolver o assunto, referindo que "o ministro do Interior do Egipto garantiu que estavam a ser feitos esforços para localizar e libertar os reféns."

Segundo o Acnur, os eritreus foram raptados ao longo da rota frequentemente usada por milhares de imigrantes ilegais para cruzar a fronteira do Egipto para Israel.

A organização refere igualmente que traficantes de seres humanos que operam na rota não dão importânia à segurança dos imigrantes.

 

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