Acnur pede reforço do auxílio para civis na Somália

3 dezembro 2010

Agência solicita US$ 530 milhões para levar a cabo projectos humanitários no país assolado por duas décadas de conflito.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, lançou um veemente apelo à comunidade internacional para prestar auxílio à carenciada população civil da Somália.

Falando nesta quarta-feira na capital queniana, Nairobi, no lançamento do Apelo Humanitário de 2011, Guterres referiu que a Somália enfrenta um fardo de múltiplas crises que resultaram num efeito devastador nos civis.

Projectos Humanitários

As Nações Unidas pediram US$ 530 milhões para levar a cabo vários projectos humanitários naquele país do Corno de África.

No seu pronunciamento, António Guterres referiu que "na Somália, vive-se uma situação humanitária catastrófica complicada por um longo e agudo período de emergência."

O alto-comissário chamou a atenção para as dimensões humana e humanitária da situação somali e apelou para uma acção concertada por parte da comunidade internacional com vista a assistir e proteger os civis, os mais afectados pelo conflito que dura duas décadas.

Assistência

Segundo referiu, 27% da população precisa de assistência humanitária.

Na ocasião, foi anunciada a existência de 1,5 milhão de desalojados. Deste número, mais de 400 mil se estabeleceram no corredor de Afgooye, a oeste da capital, Mogadíscio.

Guterres condenou as violações dos direitos humanos e referiu-se às mortes indiscriminadas, mutilações de civis, violação de mulheres e recrutamento de crianças-soldado.

 

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