Mundo avança mas não pode relaxar no combate ao HIV, diz ONU

1 dezembro 2010

Etiópia, África do Sul, Zâmbia e Zimbabué baixam número de novas infecções em mais de 25%.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Foram alcançados progressos significativos no combate ao HIV/Sida durante as últimas décadas, mas o mundo não deve realaxar nos esforços para conter a pandemia, afrimaram vários funcionários das Nações Unidas.

Desafios

Nos diferentes pronunciamentos da organização, é sublinhada a importância de prevenir a ocorrência de novas infecções e mortes.

Na mensagem para assinalar o 1˚ de Dezembro, Dia Mundial de Combate ao HIV/Sida, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o objectivo comum é o acesso universal na prevenção, tratamento, cuidados e apoio às pessoas vivendo com o HIV.

Ban refere que após três décadas de convivência com a pandemia era chegado o momento de direccionar a visão para o cumprimento de três zeros: zero de novas infeções, zero da discriminação e zero das mortes associadas ao Sida.

Tratamento

Sobre a questão do tratamento, Mariângela Simão, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Sida, Onusida, disse que o desafio era garantir a sua continuidade nos pacientes.

"O sistema comunitário pode não estar a chegar às pessoas que necessitam de estar acompanhadas. Em alguns países da África Subsaariana, metade das pessoas que deram início ao tratamento, vieram a abandoná-lo", declarou.

Dificuldades

Por seu turno, Irene Cossa, que vive com o HIV em Moçambique, disse que as dificuldades de acesso ao tratamento prendem-se com o acesso às unidades sanitárias.

"O problema é só com as pessoas que estão longe dos centros de saúde quando pretendem ter acesso ao tratamento", referiu.

Segundo o relatório da Onusida, apresentado na semana passada, registaram-se até 2009, 2,6 milhões de novas infecções em todo o mundo, cerca de 20% a menos do que os 3,1 milhões de infectados de 1999.

Em 2009, 1,8 milhão de pessoas morreram devido a doenças relacionadas ao Sida, menos de um quinto dos 2,1 milhões registados em 2004.

África

De acordo com o relatório, de 2001 a 2009, a taxa de infecção estabilizou ou decresceu em mais de 25% em pelo menos 56 países, incluindo 34 nações da África Subsaariana.

Entre os cinco países do continente com o maior número de infectados, a Etiópia, África do Sul, Zâmbia e o Zimbabué reduziram o número de novas infecções em mais de 25%, enquanto que a Nigéria regista uma estabilização da epidemia.

 

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