Resposta ao HIV requer atenção a Direitos Humanos, refere OMS

1 dezembro 2010

Para marcar o Dia Mundial de Combate ao Sida, agência da ONU diz que saúde, Sida e direitos humanos estão interligados.

[caption id="attachment_166559" align="alignleft" width="175" caption="Dia Mundial de Combate ao Sida"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que o direito à saúde é fundamental na resposta ao HIV. Segundo a agência, os direitos humanos devem ser uma preocupação central em estratégias de combate à doença.

A afirmação foi feita para marcar o Dia Mundial de Combate ao Sida neste 1° de Dezembro.

Prevenção

Em nota, a OMS afirmou que os grupos mais expostos ao risco do HIV, incluindo trabalhadores do sexo, utilizadores de drogas injetáveis, homens que mantêm relação sexual com outros homens e transexuais são também os que menos têm acesso a programas de prevenção da doença.

De 92 países pesquisados em 2009, apenas 36 ofereciam serviços de redução de danos.

Migrantes

Segundo as Nações Unidas, 80% de todas as mulheres contaminadas com o HIV no mundo vivem na África Subsaariana.

Em declarações á Rádio ONU, Isabel Cossa, uma moçambicana que vive com o HIV, disse haver desafios de acesso às unidads sanitárias.

"Nós como pessoas vivendo com o Hiv/Sida precisamos de preparação e estou a falar de preparação para vencer a doença quando vamos fazer o teste. O que nos mata é o desgosto quando sabemos que estamos infectados", referiu.

No leste europeu, 50% dos soropositivos são também usuários de drogas injetáveis.

Já na Holanda, na Espanha e na França até ¾ das novas infecções por HIV ocorrem em grupos de migrantes.

Em todo o mundo, cerca de 34 milhões de pessoas convivem com o vírus.

*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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