Plano global quer dobrar número de tigres
Medida foi assinada por 13 governos durante o Fórum Internacional do Tigre, na Rússia; Pnuma considera “histórico” o esforço para salvar da extinção dos animais na Ásia.
[caption id="attachment_182075" align="alignleft" width="175" caption="Proteção da espécie"]
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
Governos de 13 países firmaram um acordo para garantir que o número de tigres dobre até o ano de 2022. A Declaração de São Petersburgo foi assinada durante o Fórum Internacional do Tigre por Rússia, China, Índia, Camboja, Nepal, entre outras nações que participaram do evento.
O encontro em São Petersburgo, na Rússia, teve o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma. Segundo a agência da ONU, nos últimos 100 anos, o total de tigres caiu de 100 mil para menos de 3,5 mil animais, enquanto três sub-espécies de tigre desapareceram completamente.
Medidas
O plano global de recuperação visa proteger o habitat da espécie, por meio de monitoramento científico; barrar a caça e o comércio ilegal dos tigres; criar incentivos para que comunidades locais protegam esses animais e reforçar a aplicação de leis a favor da vida selvagem.
O Pnuma considera a Declaração de São Petersburgo um "esforço histórico para salvar os tigres da Ásia da extinção." Já o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, destaca que em 2009, a pele de tigre chegou a valer US$ 20 mil ou R$ 34 mil, enquanto os ossos foram vendidos a US$ 1,2 mil o quilo, mais de R$ 2 mil.
Comercialização
De acordo com o Unodc, é estimado que 150 peles de tigres e 1,5 mil quilos de ossos sejam comercializados por ano, gerando um valor de mercado de US$ 5 milhões.
Durante a reunião em São Petersburgo, a agência fez um apelo para o fim do tráfico dos tigres.
O Fórum Internacional do Tigre terminou nesta quarta-feira e foi organizado pelo governo russo e o Banco Mundial, com o apoio de várias agências das Nações Unidas.