ONU discute cidadania com deslocados internos no Sudão (Português África)

12 novembro 2010

Simpósio organizado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, e Missão da ONU no Sudão, Unmis, debateu o conceito da cidadania no país africano.

[caption id="attachment_187596" align="alignleft" width="175" caption="Crianças no Sudão"]

João Duarte, da Rádio ONU em Londres.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, em colaboração com a Missão da ONU no Sudão, Unmis, organizaram esta semana, na capital Cartum, um simpósio subordinado ao tema da cidadania.

O tema é tanto mais importante quanto se aproxima a data em Janeiro na qual os sudaneses irão decidir em referendo sobre a autodeterminação do sul do país.

Apátridas

Durante o simpósio, a alta comissária assistente, Erika Feller, falou sobre o problema dos apátridas. Esta foi também uma das questões mais importantes que resultaram da visita da alta funcionária ao campo de deslocados internos de Mayo no norte do Sudão, local onde vivem muitos sudaneses originários do sul.

No encontro, Erika Feller apelou ao Sudão no sentido de aceder à convenção de 1961 e à convenção de 1954 sobre o estatuto das pessoas apátridas.

Conflito

O tópico ganha particular relevância no Sudão, país que em 2005 emergiu de duas décadas de conflito civil e cujos cidadãos se pronunciam no dia 9 de Janeiro sobre o estatuto do sul do país.

A ONU estima que o número de deslocados internos no Sudão ultrapasse os dois milhões de pessoas.

 

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