Angola diz que condena violações e vai investigar alegações

11 novembro 2010

Embaixador do país nas Nações Unidas disse à Rádio ONU que relatos ainda ‘parecem desencontrados’, mas segundo ele, ‘medidas serão tomadas’ caso sejam confirmadas as denúncias de abusos sexuais durante expulsões de congoleses.

João Duarte, da Rádio ONU em Londres.

O governo de Angola afirmou que irá apurar alegações sobre casos de violações de dezenas de mulheres e homens durante expulsões de cidadãos congoleses de território angolano.

As expulsões, que começaram no mês passado, estariam ocorrendo com episódios de violência segundo relatos de pessoas que chegaram à República Democrática do Congo após terem saído do país vizinho. Numa entrevista à Rádio ONU, o embaixador angolano junto das Nações Unidas, afirmou que "a notícia pode se tratar de um rumor", mas segundo ele, o governo já está a apurar os fatos.

Providências

Na quarta-feira, a subsecretária-geral de Assistência Humanitária, Valerie Amos, pediu uma investigação deste caso. Segundo ela, todas as providências devem ser tomadas para evitar a repetição das violações.

O embaixador de Angola, Ismael Martins, disse à Rádio ONU que o governo condena qualquer forma de violação.

"Nós em Angola temos uma posição clara quanto à condenação de violações por tropas ou por civis, ou por quem quer que seja. Estamos, naturalmente, a verificar qual é a origem exatamente desta notícia. Penso que se trata mais de uma destas notícias, que de vez em quando, é dada apenas para manchar os países do que de facto ser verdade. Mas nós estamos prontos a verificar, com que faz a acusação, os factos. Se puder apurar o que for, nós teremos medidas a tomar porque à luz da nossa lei angolana nós temos medidas próprias que devem ser tomadas quanto a isso", disse.

Ilegais

As Nações Unidas acreditam que cerca de 7 mil pessoas chegaram à RD Congo, nos últimos dois meses, após serem expulsas de Angola.

Os relatos de violações foram divulgados no fim de Outubro por organizações não-governamentais que atenderam os congoleses durante o retorno.

A República Democrática do Congo também estaria expulsando angolanos que vivem em seu território.

Segundo as ONGs, a maioria dos repatriados é composta de congoleses que viviam em Angola ilegalmente, mas haveria ainda outras nacionalidades africanas no grupo.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud