Angola e Cabo Verde estão no Conselho Executivo da ONU Mulheres
Timor-Leste e Brasil são as duas outras nações de língua portuguesa a participar da nova instituição, que entrará em vigor em 1 de janeiro; ao todo, conselho terá 41 países com mandatos de dois a três anos.
[caption id="attachment_184822" align="alignleft" width="175" caption="Michelle Bachelet"]
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*
Angola e Cabo Verde e mais dois países de língua portuguesa, Brasil e Timor-Leste, foram eleitos, esta quarta-feira, para o Conselho Executivo da ONU Mulheres. A nova instituição entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2011.
Os países receberam mandatos que variam de dois a três anos, durante um eleição em Nova York.
Igualdade
A ONU Mulheres terá ao todo 41 países em seu Conselho Executivo. A instituição é liderada pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.
O embaixador de Angola nas Nações Unidas, Ismael Martins, falou à Rádio ONU sobre a escolha de seu país.
"Isto é bom. Porque a nós, a nível das nossas organizações de defesa do gênero, isto surge como o corolário do resultado de um trabalho que tem vindo a ser feito. Nós temos mulheres com muito valor que têm estado a dar um contributo muito importante para a promoção daquilo que a mulher representa. Nós vamos, de certeza, encontrar a pessoa certa, para o lugar certo, no momento certo", disse.
Orçamento
A ONU Mulheres tem como missão promover a igualdade de gênero e a automomia de mulheres em todo o mundo.
A eleição foi realizada com base no critério regional alocando 10 vagas para a África e 10 para a Ásia. América Latina e Caribe, e a Europa do Leste dividiram outras 10 posições. A Europa Ocidental obteve seis vagas e outras seis foram para países contribuintes entre eles a Arábia Saudita, a Noruega e a Grã-Bretanha.
A ONU Mulheres terá um orçamento de US$ 500 milhões. A quantia é o dobro do que é atualmente destinado a quatro agências que cuidam da agenda feminina nas Nações Unidas.
*Apresentação: João Duarte, da Rádio ONU em Londres.