Sete mil deixaram Angola para RD Congo desde Setembro

10 novembro 2010

Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários, Ocha, pediu aos dois países para investigar relatos de violência e expulsões.

João Duarte, da Rádio ONU em Londres.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários, Ocha, estima que nos últimos dois meses, 7 mil pessoas teriam chegado à República Democrática do Congo após relatos de expulsões de Angola.

Segundo o Ocha, muitas dessas pessoas teriam sido alvo de violações de direitos humanos, incluindo violência sexual.

Missões

De acordo com Fidèle Sarassoro, coordenador humanitário para a República Democrática do Congo, a situação está a ser acompanhada de perto e estão a ser preparadas missões humanitárias para a região.

Entre Setembro e Outubro, segundo a ONU, 6,621 pessoas chegaram a duas áreas na província do Kasai Ocidental. Organizações não-governamentais anunciaram também a chegada de 322 pessoas à região de Tembo na província de Bandundu.

Ilegais

As autoridades afirmam que na sua maioria tratam-se de imigrantes ilegais congoleses expulsos de Angola, embora se contem ainda indivíduos de outras nacionalidades.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur, apelou à tomada de medidas a fim de garantir a protecção das populações afetadas, o respeito pelos direitos humanos e a aplicação das leis humanitárias e de refugiados.

Na segunda-feira, a representante do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Margot Walström, apelou às autoridades angolanas e congolesas no sentido de investigarem as alegações de violência sexual.

 

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