Conselho de Segurança analisa questão da pirataria na Somália

9 novembro 2010

Subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, afirma que problema continua a ter sérias implicações nas economias regionais da África Oriental e do resto do mundo.

João Duarte, da Rádio ONU em Londres.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, afirma que é necessário implementar medidas de dissuasão a fim de combater a ameaça da pirataria ao largo da costa da Somália.

As declarações foram efetuadas esta terça-feira ao Conselho de Segurança, reunido em Nova Iorque, para discutir o problema da pirataria naquela região.

Reféns

Segundo o funcionário da ONU, desde o último dia 4, a Organização Marítima Internacional, OMI, regista um total de 438 reféns e 20 embarcações em poder dos piratas. Trata-se, segundo Pascoe, de um aumento de praticamente uma centena de vítimas em menos de um mês.

De acordo com o subsecretário-geral, para além dos custos humanos e materiais, os actos de pirataria continuam a ter sérias implicações nas economias regionais da África Oriental e do resto do mundo.

Cooperação

Entre os fatores apontados como instrumentos importantes para o combate à pirataria, conta-se a cooperação a nível regional. A este propósito, Pascoe afirma que no total, 16 países já aderiram ao Código de Conduta de Djibuti, uma iniciativa que inclui centros de partilha de informações, centros de formação e capacitação em questões legais e aplicação de legislação marítima.

Entre outros fatores referidos no discurso de Lynn Pascoe, conta-se a segurança e obediência à lei na Somália, assim como ofertas de incentivos de natureza económica, em particular aos jovens.

 

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