Economista defende integração regional na América Latina
BR

9 novembro 2010

Chefe da Cepal no Brasil diz à Rádio ONU que o processo, que já existe na Ásia, ajudou a elevar o PIB de países do continente.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um estudo das Nações Unidas sobre processos de integração regional sugere que a medida poderia ajudar  a elevar o Produto Internto Bruto de países da América Latina e do Caribe.

A pesquisa, que deve ser divulgada nos próximos meses pelo Banco Mundial e pela Comissão Econômica para a região, Cepal, compara a performance macroeconômica asiática e latino-americana.

Bloco Asiático

O diretor da avaliação e chefe da Cepal no Brasil, Renato Baumann, disse à Rádio ONU que a consolidação de um bloco asiático gerou, no continente, ganhos para todos, e tornou o PIB regional mais homogêneo. Para Baumann, o mesmo deveria ser feito na América Latina.

"A integração aqui não é a assinatura de acordo. É consolidação de fluxo de comércio entre países vizinhos. O ponto importante aqui é dar um norte ao processo de integração latino-americano. Uma das recomendações, que tento enfatizar neste trabalho, é que o argumento de fazer face à concorrência asiática deveria dar um norte a se pensar, a longo prazo, na estrutura produtiva e complementariedade produtiva na região", afirmou.

Segundo Baumann, o indicador básico, usado ao se comparar integração regional, é a importância relativa das exportações regionais sobre as totais. Esse indicador na Ásia está na fase dos 45% e já na América Latina o número é de 18%.

 

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