Guiné-Bissau quer mais meios para combater narcotráfico

8 novembro 2010

Novo embaixador guineense nas Nações Unidas, João Soares da Gama, falou à Rádio ONU após reunião do Conselho de Segurança onde se discutiu a renovação do mandato da Uniogbis.

João Duarte, da Rádio ONU em Londres.

O novo embaixador da Guiné-Bissau junto das Nações Unidas, João Soares da Gama, afirma que o país necessita de mais meios para combater o narcotráfico.

Em entrevista à Rádio ONU, de Nova Iorque, João Soares da Gama afirma que o problema tornou-se um "flagelo para o país" e disse que a política de repressão depende da ajuda da comunidade internacional.

Aprovação

"O país tem vontade, tanto mais que esta vontade se concretizou no reforço da capacidade da polícia judiciária, na aprovação das leis anti-droga, anti-narcotráfico. O pais continua de facto carenciado com meios para poder fazer a sua luta contra o narcotráfico", explicou.

As declarações foram feitas à Rádio ONU após a reunião do Conselho de Segurança na passada sexta-feira. No encontro, os 15 países-membros do órgão debateram a renovação do mandato do Escritório da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis.

Auxílio

O embaixador guineense afirma que o auxílio da comunidade internacional no sentido de obter os meios necessários para o combate eficaz ao narcotráfico iria igualmente ajudar a combater a pesca ilegal nas suas águas territoriais.

"Navios de vários países do mundo que vão à Guiné-Bissau e pescam ilegalmente sem ter a licença, levam o pescado e nós continuamos com os problemas que nós temos", contou.

Neste momento cabe ao Brasil a direcção da estratégia de paz para a Guiné-Bissau. A liderança do programa está a ser feita pela embaixadora brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti na Comissão de Consolidação da Paz.

 

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