OIT pede ao G-20 que priorize geração de empregos
BR

8 novembro 2010

Em carta enviada aos líderes das 20 maiores economias do mundo, agência da ONU diz que o desemprego aumentou em 50% dos países que formam o grupo e diminuiu em oito.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, pediu aos líderes do G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, que priorizem a criação de empregos em suas políticas de governo.

O apelo foi feito numa carta enviada ao G-20 antes do encontro de cúpula do grupo, marcado para esta quinta e sexta-feiras, em Seul, na Coreia do Sul.

Ritmo de Perda

A agência da ONU quer que o G-20 se concentre em políticas "de crescimento intensivo de postos de trabalho".

Dados da OIT sugerem que os índices de desemprego subiram na metade dos países do grupo. Apenas oito conseguiram diminuir o ritmo de perda de trabalho.

A recessão global também provocou uma redução em média de 4% no valor dos salários reais que eram pagos antes da crise.

Década

A OIT acredita que os países do G-20 terão que criar 21 milhões de novos postos de trabalho, anualmente, durante toda a próxima década. O número representa menos da metade do que será necessário em nível global.

De acordo com a pesquisa, em todos os países do grupo, o desemprego para os homens foi maior do que para mulheres.

O diretor-geral da OIT, Juan Somavia, viaja para Seul nesta semana para participar do encontro do G-20.

 

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