ONU debate continuidade da sua presença na Guiné-Bissau

5 novembro 2010

Conselho de Segurança reuniu-se esta sexta-feira para debater situação no país; embaixador guineense junto às Nações Unidas disse à Rádio ONU que o país precisa de apoio para a reforma no setor de defesa e segurança.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Conselho de Segurança da ONU debateu esta sexta-feira a situação na Guiné-Bissau.

Os 15 países-membros deverão decidir agora sobre a renovação do mandato do Escritório da ONU para consolidação da paz no país, Uniogbis.

No início de abril, a nação de língua portuguesa, passou por uma crise militar e política.

Segurança imperativa

Durante o seu primeiro discurso, no Conselho de Segurança, o novo embaixador guineense junto às Nações Unidas, João Soares da Gama, agradeceu à comunidade internacional pelo apoio recebido no momento da crise.

Nesta entrevista à Rádio ONU, João Soares da Gama, contou que a reforma do setor de segurança no seu país é um "imperativo".

"Nós priorizamos as nossas necessidades. Em primeiro lugar, a reforma no setor de defesa e segurança. Isso é um imperativo inadiável. Acho que a ONU pode nos ajudar na reforma da administração pública. A Guiné-Bissau já começou as medidas para a sua reforma, mas de fato, o país tem que ser encorajado para continuar com as reformas no sentido em que estão a ser desenvolvidas", explicou.

Caso seja aprovada pelos 15 países-membros do Conselho de Segurança, a presença da ONU no país deverá durar mais 12 meses. A estratégia de paz para a Guiné-Bissau está a ser dirigida pelo Brasil, com a liderança da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti.

*Apresentação: Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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