EUA dizem na ONU que fecharão prisão de Guantánamo
BR

5 novembro 2010

Em sessão que avaliou situação do país no Conselho de Direitos Humanos, consultor jurídico americano ressaltou que seu governo não apoia o uso de tortura.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Os Estados Unidos afirmaram seu compromisso com a defesa dos direitos humanos durante uma sessão sobre o tema, nesta sexta-feira, em Genebra.

O país está sendo debatido, ao lado de outras nações, durante a Revisão Periódica Universal, o mecanismo de análise criado pelo Conselho de Direitos Humanos.

Ordem Clara

Em seu discurso, o consultor jurídico do Departamento de Estado americano, Harold Kohs, disse que o país não apoia o uso de tortura.

Kohs explicou que não deve haver dúvida sobre o tema. Segundo ele, os Estados Unidos não torturam e não torturarão. Ele lembrou que o presidente Barack Obama deu uma ordem clara sobre o fechamento da prisão de Guantánamo.

Mas segundo o consultor, o presidente americano não pode fechar a prisão sozinho. Ele falou que o Obama precisará dos aliados, dos tribunais e do Congresso americano.

Crianças e Mulheres

De acordo com o governo, Guantánamo tem atualmente 174 detidos em suas instalações, 68 a menos do que quando Obama assumiu.

Os membros do Conselho de Direitos Humanos pediram aos Estados Unidos que eliminem a pena de morte e que deem mais destaque a instrumentos como a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Mulheres.

 

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