Unamid preocupada com raptos de ativistas e jornalistas

4 novembro 2010

Conflitos no país prolongam-se há sete anos; crimes ocorrem em Cartum, capital do Sudão.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão Conjunta das Nações Unidas e da União Africana no Darfur, a Unamid, está preocupada com as recentes manifestações de violência em Cartum, capital do Sudão.

De acordo com comunicado de imprensa, publicado esta quarta-feira, na causa estão o encerramento no mesmo dia das instalações da estação de rádio Dabanga e o sequestro de jornalistas e ativistas de direitos humanos.

Situação prolongada

A Rádio Dabanga, com sede na Holanda, é um dos poucos meios que continua a relatar sobre o conflito no Darfur. Segundo agências de notícias, a emissora não estaria legalizada no Sudão.

Desta vez foram detidos nove jornalistas e quatro ativistas, que partilhavam as mesmas instalações.

Mas, segundo os meios de comunicação, já tinham sido detidos outros 10 ativistas membros de uma organização local de direitos humanos, entre os quais um advogado.

Esperança

A Unamid pediu respeito para com os detidos e expressou a sua esperança numa solução rápida do problema.

O Conselho de Segurança fundou esta missão em 2007, para proteger os cidadãos do Darfur. Desde o início dos conflitos civis entre rebeldes, milícias e Governo em 2003, a nação já contabilizou 300 mil mortos e outros 2,7 milhões foram forçados a tornar-se deslocados.

O cessar-fogo foi declarado em 2004, mas a violência continua a dois meses do referendo, marcado para o dia 9 de Janeiro de 2011.

 

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