Países africanos falam sobre desenvolvimento

4 novembro 2010

Economias emergentes partilham histórias de sucesso de crescimento económico e de redução da pobreza, para ajudar os que não o são a melhorar as políticas de desenvolvimento através do conhecimento dos factos.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Em Adis Abeba, capital da Etiópia juntaram-se nesta segunda-feira, delegados de países africanos, da China e de outras economias emergentes, para partilhar experiências de desenvolvimento dos países.

A conferência sobre a Redução da Pobreza e o Desenvolvimento em África e na China, foi organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, em conjunto com o Centro chinês de Redução da Pobreza Mundial, Iprcc, e o governo etíope.

Estudar políticas

Em cima da mesa esteve o debate sobre as políticas e as instituições que contribuíram para progresso chinês e de outros países em desenvolvimento, de modo a tentar melhorar as políticas de sustentação das taxas de crescimento elevadas e de redução da pobreza.

Do elenco de participantes fizeram parte responsáveis oficiais, especialistas em desenvolvimento e representantes de instituições africanas regionais.

A aceleração do crescimento e a redução da pobreza, a melhoria da segurança alimentar, o investimento na proteção social e na promoção de novos parceiros para o desenvolvimento, foram as questões abordadas.

Crescimento africano

Nos últimos 10 anos, a África registou um crescimento económico rápido e estável, com reduções consideráveis na taxa de pobreza, e progressos no processo para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. Alguns dos países deste continente antigiram grandes progressos, o que os colocou num patamar ao lado de algumas economias emergentes.

De acordo com a administradora do Pnud, Helen Clark, é possível conseguir um "desenvolvimento rápido".

Crescimento chinês

A experiência chinesa é o exemplo maior nesta conferencia, e que faz parte do interesse na parceria estabelecida no mês de novembro passado entre o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao e a administradora do Pnud.

Helen Clark disse que "a experiencia da China, que conseguiu tirar centenas de milhões de pessoas da pobreza, garantindo-lhes segurança alimentar, representa um interesse de cariz internacional, enquanto outras nações fazem esforços para alcançar progressos rápidos em termos de desenvolvimento".

Outras experiências partilhadas são as do Vietname, do Gana, da Etiópia e do Brasil. A pobreza extrema do Vietname passou de 64% em 1993 a 22% em 2006. Já o Brasil conseguiu reduzir para metade a taxa de pobreza, dos 17% verificados em 1981, para os 8% em 2005.

 

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