ONU e parceiros pedem $47 milhões para catástrofe no Benim (Português África)

3 novembro 2010

O país tem sido afetado pelas cheias, que deixaram mais de uma centena de milhares de pessoas sem-abrigo, logo após uma crise alimentar; as Nações Unidas e os parceiros apelam à ajuda internacional para fornecer a essas pessoas os bens essenciais.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas, em conjunto com os seus parceiros humanitários e o Governo do Benim, lançaram esta quarta-feira um apelo de emergência de US$ 47 milhões para ajudar as vítimas das cheias no país.

A ajuda beneficiará cerca de 800 mil vítimas. No Benim, 105 mil pessoas perderam as suas casas, por causa daquela que é considerada a pior cheia do século para o país. As inundações já afetaram até ao momento 680 mil habitantes de 55 municípios, do total de 77 existentes no território nacional.

Crise alimentar

Estima-se que esses números tenham aumentado por causa da continuidade do mau tempo. As chuvas fortes começaram a cair em meados de setembro e as previsões meteorológicas apontam para que continuem este mês. O país já se encontrava sem mãos a medir com uma crise de insegurança alimentar e nutricional que afetou 1 milhão de pessoas dos 9 milhões existentes.

Mais de um terço das crianças abaixo dos cinco anos sofria de malnutrição antes do início das cheias.

A catástrofe devastou escolas, hospitais e outras infraestruturas, com 128 mil hectares de terras destruídas, e 12 mil toneladas métricas de stocks de comida estragados, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários, Ocha.

Assistência alimentar

O Plano de Ação Humanitário de Emergência vai beneficiar 250 mil pessoas com assistência alimentar e apoio agrícola, e tentar fornecer ajuda sanitária, acesso a água potável, saneamento básico e higiene a outras 680 mil.

O Fundo Central das Nações Unidas para a resposta de Urgência, Cerf, já aprovou US$ 4 milhões para iniciar a operação de ajuda.

Algumas agências da ONU, como o Programa Alimentar Mundial, PAM, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS, em conjunto com organizações humanitárias, continuam a dar ajuda de emergência ao país.

De acordo com o Ocha, mais de 1,8 milhão de pessoas foram afetadas pelas inundações na África Central e Ocidental só neste ano.

 

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