Milhares de somalis continuam a fugir para o Quénia, diz Acnur

1 novembro 2010

Os confrontos pelo controlo de uma cidade a norte da Somália, causaram os êxodos, sendo que o contexto é de risco para muitos; dos que atravessaram a fronteira para o Quénia e aguardam para mudar para um sítio mais pacífico, a saúde começa a dar sinais de fragilidade.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas, Acnur está em estado de alerta depois do agravamento da situação humanitária na região norte da fronteira que separa o Quénia da Somália.

Na última semana, cerca de 60 mil somalis tornaram-se deslocados, como resultado dos fortes confrontos civis em Beled Hawo, uma cidade do Norte do país.

Cada Hora

Os conflitos deram-se entre o grupo Al Shabaab, as milícias e o Governo transitivo que lutaram pelo controlo da cidade.

Muitos habitantes fugiram para as cidades vizinhas, mas o Acnur referiu a passagem da fronteira para o Quénia.

Esta quinta-feira, mais de 7100 refugiados instalaram-se no Ponto de Fronteira 1, a cerca de 500 metros da linha de separação entre Somália e Quénia. A cada hora que passa, piora a segurança e a saúde destas pessoas, na sua maioria mulheres, crianças e idosos.

Muitos deles encontram-se acampados nesse local desde o dia 17 de outubro, data em que irromperam os confrontos.

Falta de ajuda

No mesmo dia, nesse local, um dos camiões da agência parceira do Acnur, a Islamic Relief Worldwide, foi abatido durante a entrega de abastecimento, o que acabou por interromper a ajuda humanitária.

O Acnur encontra-se neste momento a fazer uma triagem consoante o estado dos doentes para obterem um tratamento mais rápido. A questão de abrigo continua a ser um problema, com as chuvas contínuas dos últimos dias na região Foram enviados mais agentes humanitários do Acnur para Mandera, uma cidade no norte do Quénia onde muitos refugiados se encontram.

Risco eminente

A agência das Nações Unidas, já pediu às autoridades do Quénia para deslocar estas pessoas o quanto antes. O destino já foi escolhido no início da semana, mas só aguarda autorizaçao das autoridades locais e nacionais do Quénia. Chama-se Garbakole e fica a 11 quilómetros da fronteira.

De acordo com os relatórios sobre a situaçao na Somália, este agravamento da violencia é assustador. Nenhuma ajuda humanitária conseguiu aproximar-se do epicentro dos confrontos, e os deslocados continuam a desesperar.

 

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