ONU pede a Angola e RD Congo que investiguem violações

29 outubro 2010

Representante especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos fez o apelo após relatos de casos contra 30 congolesas que teriam sido deportadas de Angola.

[caption id="attachment_187027" align="alignleft" width="175" caption="Margot Wallström"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, pediu esta terça-feira aos Governos de Angola e da República Democrática do Congo, que investiguem as condições sobre relatos de violação.

As vítimas seriam 30 mulheres congolesas que foram deportadas desde território angolano. Wallstroem apelou a que "ambos os governos façam o máximo possível para proteger o seu povo, em particular as mulheres e as crianças".

Novas Ondas

O Ocha, alertou, esta quarta-feira, para a possibilidade de novas ondas de expulsões entre Angola e a República Democrática do Congo. Segundo denúncias recebidas pela agências, foi numa dessas retiradas que 30 mulheres congolesas terão supostamente sido violadas.

Margot Wallström pediu esclarecimentos aos dois países vizinhos.

Segundo notícias não-confirmadas, mais de 150 cidadãos congoleses teriam sido forçados a sair de Angola, incluindo as 30 mulheres.

Criminosos

Margot Wallström disse em comunicado, que "é importante, não só obter uma ideia clara do que aconteceu, mas também esclarecer quem perpetrou as suspeitas violações dos direitos humanos", tendo acrescentado que os criminosos devem ser julgados.

A informação das expulsões foi feita pelos próprios congoleses que chegaram à província de Bandundu, a oeste da RD Congo. ONGs locais disseram que as mulheres teriam sido violadas várias vezes.

No ano passado, 160 mil congoleses foram intimados a sair de Angola, e 51 mil angolanos tiveram de deixar a RD Congo.

 

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