ONU alerta sobre novas ondas de expulsão entre RD Congo e Angola

28 outubro 2010

Há relatos, não-confirmados, de que mais de 150 cidadãos congoleses foram forçados a sair de Angola, entre eles estariam 30 mulheres que afirmam terem sido vítimas de estupros.

[caption id="attachment_184351" align="alignleft" width="175" caption="Civis na RD Congo"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Escritório de Assistência Humanitária das Nações Unidas, Ocha, alertou, esta quarta-feira, para a possibilidade de novas ondas de expulsões entre Angola e a República Democrática do Congo.

Segundo relatos não-confirmados, mais de 150 cidadãos congoleses teriam sido forçados a sair de Angola incluindo 30 mulheres.

Contexto

A informação das expulsões foi feita pelos próprios congoleses que chegaram à província de Bandundu, a oeste da RD Congo. ONGs locais disseram que no processo de expulsão, as 30 mulheres teriam sido violadas várias vezes.

De acordo com o Ocha, num outro episódio, 40 congoleses teriam voltado à região de Kasongo-Lunda, que fica a 400 km do primeiro local de retorno, também alegando retirada forçada de Angola.

O porta-voz do Ocha, Maurizio Giuliano, disse que apesar de os relatos não terem sido confirmados, existe uma possibilidade de novas ondas de expulsões massivas entre os dois países vizinhos.

No ano passado, 160 mil congoleses foram intimados a sair de Angola, e 51 mil angolanos tiveram de deixar a RD Congo.

O porta-voz do Ocha disse que a situação tem que ser controlada porque se continuar assim, o número de repatriados pode chegar a dezenas de milhares muito rapidamente.

*Apresentação: Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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