Crescimento em África

28 outubro 2010

Numa reunião na capital tunisina, o subsecretário-geral da ONU disse que é necessária uma planificação para diversificar as economias africanas, aumentar a mobilização de recursos naturais e manter as políticas macroeconómicas.

[caption id="attachment_186931" align="alignleft" width="175" caption="Conferência sobre África"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O subsecretário-geral das Nações Unidas e Secretário Executivo da Comissão Económica para África, ECA, Abdoulie Janneh, apontou esta quarta-feira em Tunes os passos que o continente africano deverá seguir para o crescimento e o desenvolvimento da sua economia.

A conferência que termina esta sexta-feira, tem como tema a "Agenda para a Recuperação Económica Africana e o Crescimento a Longo Prazo" e conta com a presença de cerca de 300 economistas.

Mobilização

O subsecretário-geral disse que os países africanos precisam manter as políticas macroeconómicas que deixaram o continente numa boa situação durante a crise económica mundial. Abdoulie Janneh referiu que devem encaixar a assistência de desenvolvimento com um aumento da mobilização de recursos nacionais.

Janneh disse que é conhecida a vontade dos países africanos em ter um espaço político maior, mas muitas fontes tradicionais de financiamento, como é o caso da assistência oficial de desenvolvimento, empréstimos e fluxos de capitais necessitam de ser acompanhadas de recursos internos.

Para o subsecretário-geral o aumento dos recursos é possível, tendo em conta o fato de o consumo africano em 2008 ter sido de US$ 860 mil milhões, um valor que em finais de 2009 superou as suas reservas de cerca de US$ 470 mil milhões.

Ronda de Doha

Janneh pediu aos países africanos para usar o espaço político para melhor lidar com as pressões de pagamentos e gerir os fluxos de capitais, apesar da "voz reconhecidamente limitada" nos processos económicos nacionais para resistir ao protecionismo e empurrar conclusão da Ronda de Doha.

Para Janneh "o que existe agora em muitos países, incluindo nas maiores economias, é um setor industrial que contribui em menos de 10% para o produto interno bruto e que em alguns casos é menos de 5%".

O subsecretário-geral acrescentou que é necessário um processo de planificação inclusiva que envolva o setor privado e se baseie nas suas forças, e que é essencial reunir as pessoas para uma visão comum e resultados desejados.

A conferência deste ano, foi coorganizada pelo ECA e pelo Banco de Desenvolvimento Africano, em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud e o Banco de Desenvolvimento da África do Sul.

 

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