ONU: Iraque e EUA devem investigar alegações de tortura
BR

27 outubro 2010

Alta Comissária dos Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que o vazamento de documentos sobre a guerra no Iraque, pelo site Wikileaks, indica ‘infrações sérias’ de leis internacionais.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas pediram ao Iraque e aos Estados Unidos para investigar alegações surgidas com o vazamento de documentos sobre a guerra no Iraque.

Segundo informações do site Wikileaks, houve casos de tortura e execuções sumárias contra um grande número de civis. Os documentos também indicam prática de tortura e maus tratos a prisioneiros no Iraque.

Custódia

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse nesta terça-feira que as alegações são "infrações sérias" da lei internacional de direitos humanos.

Segundo a nota, emitida pelo escritório de Navi Pillay, os documentos vazados pelo Wikileaks sugerem que os Estados Unidos sabiam do amplo uso de tortura e de maus tratos dos presos por forças iraquianas.

Mesmo assim, milhares de pessoas, que estavam sob custódia americana, foram transferidas para prisões iraquianas entre o início de 2009 até julho deste ano.

Medidas

Pillay afirmou que autoridades iraquianas e americanas devem tomar todas as medidas necessárias para investigar as alegações.

Segundo ela, se as mesmas procederem, os dois países terão de levar os culpados à justiça.

A alta comissária da ONU pediu ao governo iraquiano para ratificar a Convenção das Nações Unidas contra Tortura, incluindo os protocolos opcionais para que a organização tenha o direito de visitar todos os lugares de detenção e as condições dos presos no país.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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