Donativos ajudam a evitar crise alimentar no Níger

27 outubro 2010

Este é um dos países mais pobres do mundo, que tem sido afetado pelas secas constantes na região do Sahel; segundo a ONU, os nigerinos ainda necessitam de ajuda humanitária, para evitar o surgimento de uma crise alimentar.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Tem sido evitada uma crise alimentar no Níger, como resultado dos donativos feitos, da intervenção da ONU, da facilitação do Governo aos esforços humanitários e das chuvas fracas. No entanto, a situação continua frágil, de acordo com as palavras da subsecretária-geral de Assistência Humanitária, Valerie Amos.

Valerie Amos disse a jornalistas, em Nova Iorque, que cerca de 5 milhões de pessoas beneficiaram de assistência alimentar, mas as taxas de malnutrição continuam elevadas e muitas comunidades necessitam de ajuda permanente. Mais de 250 mil pessoas foram admitidas em centros de nutrição desde o início do ano.

Cólera e malária

A saúde constitui outra das preocupações com o aumento de casos dos surtos de cólera e de malária que surgem no início da época de chuvas. Foram contabilizados mais de 1100 casos de cólera, e a incidência da malária subiu de 1 milhão de registos, no ano passado, para 2 milhões este ano, segundo Amos.

A chefe humanitária da ONU visitou este mês o país, e salientou a necessidade "crítica" de reforçar as atividades de recuperação do Níger, através do controlo dos problemas estruturais do país, incluindo o crescimento elevado da população e a fraca capacidade de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio nas categorias de redução da pobreza e de desenvolvimento social.

O Níger teve crises alimentares periódicas nas três últimas décadas, sendo que a última datada de 2005 afetou 3 milhões de pessoas.

 

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