Maioria dos 200 milhões de migrantes vive de forma inadequada
BR

26 outubro 2010

Declaração foi feita por relatora da ONU, Raquel Rolnik, durante visita às Nações Unidas, na semana passada; segundo ela, situação de migrantes irregulares é ainda pior.

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Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A relatora para o Direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik, pediu aos países que tratem a questão da moradia sob o prisma dos direitos humanos.

Durante uma visita às Nações Unidas, na tarde de sexta-feira, a relatora afirmou que a maioria dos 200 milhões de migrantes no mundo enfrenta discriminação na forma em que vive.

Armários

Raquel Rolnik, que é professora de Arquitetura e Urbanismo, contou que visitou países, onde migrantes vivem em contâineres de metal sem eletricidade ou serviços de água e esgoto. Ela afirmou que muitos são obrigados a dormir em banheiros, cozinhas e até armários.

Nesta entrevista à Rádio ONU, a relatora disse que a situação é ainda pior para os migrantes irregulares.

"Imigrantes que são discriminados no mercado privado. Há pessoas que se recusam a alugar moradia para um grupo imigrante. Ou porque tem um preconceito, ou porque se acha que eles não conseguirão pagar correntemente. E, sobretudo, para aqueles imigrantes que não têm papeis, os "indocumentados", estes então não têm a menor condição de entrar nesse mercado privado. Também é uma situação acaba discriminando nas políticas públicas", afirmou.

Violência

Para a relatora da ONU, a condição de moradia dos migrantes leva, com frequência, a casos de violência, assédio sexual e confinamento forçado.

Raquel Rolnik afirmou que impor barreiras ao livre movimento de pessoas não ajudará a reduzir o número de migrantes. Ela acredita que a medida levará sim ao aumento da vulnerabilidade dessas pessoas, à discriminação e a crimes como contrabando e tráfico.

*Apresentação: Eduardo Costa Mendonça, da Rádio ONU em Nova York.

 

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