Conselho de Segurança debate situação no Darfur (Português África)

25 outubro 2010

Em relatório, Ban Ki-moon agradeceu aos participantes no processo de paz e condenou a situação de violência nos acampamentos de deslocados internos, assim como apelou à liberdade de movimentos dos agentes humanitários.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, debate esta segunda-feira, no Conselho de Segurança, um relatório sobre a situação no Sudão.

O documento divide-se em vertentes de análise como: o processo político; a a segurança; a situação humanitária; o cumprimento da lei, da governação e dos direitos humanos; e os progressos nas prioridades e nas operações da missão da ONU no Darfur, Unamid.

Processo de Paz

Durante o período de relatório, o chefe adjunto mediador das Nações Unidas e da União Africana no país, entamou uma estratégia multifacetada para assegurar a participação adequada da sociedade no processo de paz e na negociação do acordo pacífico entre as partes em conflito, encorajando assim a melhoria das relações regionais entre o Sudão, o Chade e a Líbia.

Os grupos rebeldes foram incentivados a juntarem-se às negociações.

Foi feita a análise da violência presente em Julho no acampamento de deslocados de Kalma, onde era frequente a violação do espaço e princípios humanitários, com a presença de armas. Foram organizados encontros com líderes dos acampamentos. Foi reforçada a presença de forças da Unamid nesse acampamento.

A 17 de Setembro, o governo sudanês encetou uma nova estratégia política e de segurança em cinco áreas essenciais: a segurança, o desenvolvimento, o restabelecimento, a reconciliação e as negociações.

Ban-Ki-moon disse que "condena fortemente a violência que irrompeu nos acampamentos de deslocados internos em Kalma e Kadiya" e que a presença de armas é "uma fonte de insegurança".

O Secretário-Geral apelou ao governo sudanês e aos movimentos armados para facilitarem "a liberdade de movimentos da Unamid, respeitando assim o Estatuto de Acordo das Forças e para estender esses mesmos direitos aos agentes humanitários".

 

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