Unicef vai ajudar Chade a combater epidemia de cólera

8 outubro 2010

Agência diz que doença está a afetar três regiões com média de 50 casos por dia; 112 pessoas morreram em mais de 2,5 mil foram infectadas.

Susete Sampaio, da Radio ONU em Nova Iorque

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As cheias no Chade, a decorrer desde julho, levaram a uma epidemia de cólera, considerada a pior dos últimos 10 anos. Para ajudar a combater o problema, o Unicef e os parceiros do fundo iniciaram ações preventivas na fronteira com Camarões.

De acordo com o representante do Unicef no Chade, Marzio Babille, três regiões foram afetadas pela epidemia, incluindo a capital, N'Djamena, e com uma média de 50 casos por dia. Babille disse que a urgência de agir e aumentar o alcance da luta torna-se mais importante do que nunca.

Meios de ajuda

Até este sábado, 2 de outubro, contabilizaram-se 2,591 casos de cólera e registaram-se 112 mortos.

O Unicef está a trabalhar com os ministérios da Ação Social e da Saúde, a OMS, ONGs nacionais e internacionais e outros parceiros para combater a cólera.

Por enquanto, foram distribuídos kits aos hospitais e organizações não governamentais, e disponibilizou-se assistência técnica ao Ministério da Saúde.

Porta-a-Porta

De momento, recorrre-se a uma campanha pública de informação através de mensagens na rádio, distribuição de panfletos e cartazes, assim como ações de sensibilizaçao feitas de porta em porta.

A prioridade do Unicef passa agora por intensificar as intervenções no terreno, enquanto as cheias e a cólera podem afetar o regresso das crianças, sendo que muitas famílias deslocadas estão a ser abrigadas em edifícios de escolas. Num total de 12 regiões do Chade, cerca de 145 mil pessoas foram atingidas por estas cheias.

 

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