Mais países aderem aos “Compromissos de Paris” sobre crianças-soldado

28 setembro 2010

No âmbito do acordo, que não tem carácter vinculativo, os Estados signatários prometem cooperar para pôr termo ao recrutamento de menores, apoiar a sua libertação e assistir a sua integração na vida civil.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de uma dezena de nações aderiram aos "Compromissos de Paris" sobre uso de crianças-soldado, juntando-se a uma lista crescente de Estados que prometeram acabar com o recrutamento de menores para combater em conflitos armados.

A decisão foi anunciada esta segunda-feira no final de uma reunião ministerial de alto nível na sede da ONU em Nova Iorque.

Promessa

Os "Compromissos de Paris sobre Crianças Associadas a Grupos Armados" foram adoptados em 2007 e não têm carácter vinculativo. São uma promessa voluntária por parte de países para cooperarem e pôr termo ao recrutamento de menores, apoiar a sua libertação e assistir a sua reintegração na vida civil.

Cabo Verde está entre o grupo de 11 nações que adoptaram o documento na segunda-feira, aumentando o número de signatários para 95.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, disse no final da cerimónia que a adesão de mais países, de vários continentes, reflecte o apoio global para a reintegração de ex-crianças-soldado.

Grupos Armados

Segundo o Unicef, apesar dos crescentes esforços internacionais para reduzir o número de menores militares, milhares de crianças continuam a ser recrutadas por grupos armados e movimentos rebeldes.

A representante especial de Ban Ki-moon sobre o tema, Radhika Coomaraswamy, disse que o uso de crianças em conflitos não só é condenável do ponto de vista moral, como também constitui um crime de guerra.

 

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