Guiné-Bissau pede apoio para reforma sensível de sector de segurança

25 setembro 2010

Em discurso à Assembleia Geral da ONU, presidente Malam Bacai Sanhá sublinhou também a fragilidade das instituições estatais que contribuem para o florescimento de actividades ilegais, como o narcotráfico.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente Malam Bacai Sanhá, da Guiné-Bissau, pediu o apoio da comunidade internacional para a reforma dos sectores de defesa e segurança no seu país.

Em discurso à Assembleia-Geral da ONU, este sábado, Sanhá disse que uma tal reforma é urgente e sensível. O líder guineense lembrou que o alvo do programa são os mesmos homens e mulheres que há 40 anos trocaram a sua juventude, educação e o seu futuro pela libertação nacional da Guiné-Bissau

Fragilidade

"São as mesmas forças armadas então admiradas e aplaudidas pela sua determinação e coragem que hoje, devido a ausência de um enquadramento devido e a falta de atendimento das suas necessidades, são uma ameaça para a paz, estabilidade e bem estar do seu próprio povo", afirmou.

O presidente da Guiné-Bissau sublinhou também a vulnerabilidade das fronteiras e a fragilidade das instituições do Estado que contribuem para o florescimento de actividades ilegais, incluindo o narcotráfico.

"Por assumida incapacidade de um controle efectivo por parte das autoridades, arrisca-se a converter-se num santuário de malfeitores que usam e abusam do espaço e das gentes locais, causando degradação humana e uma terrível reputação, para além de poder comprometer o devido funcionamento das instituições do Estado", disse.

Divergências

Malam Bacai Sanhá saudou a ajuda de organizações e países amigos como Angola, Brasil e a Cedeao, que têm mantido a atenção internacional concentrada nos problemas da Guiné-Bissau.

O presidente guineense reconheceu que os incidentes de 1 de Abril, que conduziram ao afastamento e prisão do chefe das forças armadas, Zamora Induta, provocaram divergências com alguns parceiros.

Afirmou também que as mortes trágicas do ex-presidente Nino Vieira e do general Tagmé, chefe de Estado Maior das forças armadas, o ano passado, afectaram de forma considerável a imagem interna e externa do país.

 

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