Ifad apoia revitalização da indústria do cacau em São Tomé e Príncipe

23 setembro 2010

Projecto da agência ajudou este ano cerca de 2,2 mil agricultores a produzirem e exportarem 600 toneladas de cacau orgânico e com certificado de comércio justo para a indústria internacional do chocolate.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad, está a apoiar a revitalização do cultivo do cacau em São Tomé e Principe.

Graças a um projecto da agência da ONU e seus parceiros, cerca de 2,2 mil agricultores produzem e exportam 600 toneladas de cacau orgânico e com certificado de comércio justo para a indústria internacional do chocolate.

Mercados Mundiais

Muitos agricultores santomenses abandonaram o cultivo do produto em 1998, após a queda dos preços do cacau nos mercados mundiais. No ano 2000, o Ifad pediu a uma destacada empresa francesa do ramo, a Kaoko, para avaliar a qualidade do sector no país do Equador.

O estudo concluiu que a rica origem genética das diversas variedades do cacau santomense podia produzir sementes com elevado valor aromático. A pesquisa revelou ainda que os métodos de cultivo tradicionais podiam ser facilmente adaptados para a produção orgânica.

Segundo a Kaoko, a associação de cacau orgânico com princípios de comércio justo poderia contribuir para o aumento dos lucros dos agricultores locais.

Iniciativa

A primeira inciativa do Ifad lançada no mesmo ano envolveu 500 agricultores em 11 comunidades. A empresa francesa aceitou monitorar o projecto e comprometeu-se a comprar todo o cacau orgânico produzido no país.

Uma nota da agência da ONU indica que os agricultores que participam na iniciativa melhoraram de forma significativa o seu nível de vida e rendimentos.

 

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