Recentes violações na RD Congo poderiam ter sido evitadas (Português África)

31 agosto 2010

Representante de Ban Ki-moon para a Violência Sexual em Conflitos disse a jornalistas que não pode haver segurança naquele país da África Central enquanto as mulheres não se sentirem seguras; Margot Wallstrom afirmou também que as Nações Unidas deveriam melhorar a sua resposta a este tipo de crimes.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A recente violação de mais de 150 mulheres na República Democrática do Congo foi planeada e poderia ter sido evitada.

A afirmação foi feita esta terça-feira em Nova Iorque pela representante de Ban Ki-moon para a Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallstrom.

Segurança

Falando numa conferência de imprensa na sede da ONU, ela afirmou que não pode haver segurança naquele país da África Central enquanto as mulheres não se sentirem seguras.

Mais de 150 congolesas foram violadas em 13 aldeias na região de Banamukira, na província de Kivu Norte, em ataques perpetrados por rebeldes das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr, apoiados por uma milícia local conhecida por Mai-Mai Cheka. As acções ocorreram entre os dias 30 de Julho e 2 de Agosto.

Wallstrom revelou também que um funcionário do seu departamento foi integrado na equipa da missão da ONU no país. Monusco, que investiga actualmente o incidente.

Margot Wallstrom lembrou aos líderes e combatentes dos grupos envolvidos nos ataques que actos de violação generalizada e sistemática de mulheres constituem crimes de guerra e contra a humanidade.

Resposta

A representante do Secretário-Geral disse que as Nações Unidas deveriam melhorar a sua resposta a este tipo de crimes. Ela afirmou que a política de tolerância zero defendida pela organização para casos de violência sexual deve ser apoiada por um regime de consequências e sancções fortes.

Wallstrom indicou que o número de capacetes azuis presentes no Congo é insuficiente para controlar todas as regiões de um tão vasto país e reiterou que a responsabilidade principal de protecção da população civil cabe ao governo congolês.

 

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