Conselho de Segurança analisará propostas contra pirataria

23 agosto 2010

Trata-se de combater um crime que cresceu mais do dobro nos últimos dois anos; as iniciativas visam piratas em todo o mundo, mas sobretudo na costa da Somália.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apresentou ao Conselho de Segurança um relatório com sete propostas sobre como responder aos ataques dos piratas contra navios civis.

Entre as iniciativas estão a criação de um tribunal internacional organizado pelo Conselho de Segurança e o uso da força na perseguição aos piratas.

Tribunal

Uma das propostas é reforçar a ajuda da ONU aos países da região para prender os responsáveis pelos actos de pirataria e já está a ser posta em prática no Quénia.

Em Junho, foi construída uma sala de audiências para um tribunal que se vai encarregar dos casos de pirataria.

Nos últimos anos, os ataques de piratas têm vido a registar uma escalada a nível mundial. A subida deve-se quase exclusivamente à actividade na costa somali desde 1991, altura da deposição do regime do presidente Siad Barre.

Segundo o relatório, 111 navios foram atacados em 2008. No ano seguinte, o número de embarcações que foram alvo dos piratas subiu para 217.

Novas patrulhas

O Secretário-Geral ressalta que, uma vez que "cada incidente envolve um número elevado de indivíduos, é evidente que há um largo número de pessoas envolvidas".

Embora o número de ataques piratas seja alto, há cada vez mais navios de guerra a patrulharem o mar ao largo do Corno de África e no Golfo de Áden, o que contribuiu para reduzir o sucesso dos assaltos.

Apesar dos esforços alcançados, desde Maio que cerca de 450 pessoas continuam reféns dentro de navios capturados pelos piratas somalis.

As propostas serão discutidas no Conselho de Segurança esta quarta feira.

 

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