Embaixadora do Unfpa nota melhorias saúde maternal da Guiné-Bissau

20 agosto 2010

A apresentadora de televisão Catarina Furtado esteve na Guiné-Bissau e viu como os investimentos na saúde materna, feitos há um ano, já estão a dar frutos com redução de mães que morrem no parto.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

A embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, Catarina Furtado, considera que estão a registar-se progressos muito positivos nos cuidados de saúde das mães e dos recém-nascidos na

Guiné-Bissau.

O Unfpa faz parte do grupo de agências da ONU e de outros parceiros que estão a ajudar a Guiné a dar passos para o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Resposta

Catarina Furtado visitou recentemente as regiões de Oio e de Gabu, onde testemunhou as melhorias alcançadas desde o ano passado na resposta dos profissionais de saúde a situações de emergência nos partos.

Sobretudo em Gabu, onde um novo bloco de operações permite fazer cesarianas, o que resultou já na diminuição de mortes entre as mães, disse em entrevista à Rádio ONU a partir de Portugal.

"Houve uma redução muito significativa naquelas duas regiões da mortalidade materna e neo natal. Hoje, têm um livro de registos das mulheres que deixaram de morrer porque já podem ser operadas a uma cesariana. A mortalidade baixou em 6% o que é muito significativo", ressaltou.

Mais participação

Catarina Furtado diz que é preciso mais envolvimento não só das autoridades e dos governos mas de todos os cidadãos para melhorar a situação das mulheres grávidas guineenses e das condições em que muitos partos acontecem neste país.

"Mesmo que as condições desumanas estejam a muitos quilómetros de distancia a meu ver somos todos um bocadinho responsáveis. Acho que falta mostrar como é a vida daquelas mulheres guineenses.

Tenho tido respostas de médicos e enfermeiros de Portugal que não faziam ideia que as mulheres, na Guiné-Bissau, morrem a dar à luz", contou.

Dados do Unfpa revelam que em cada 1000 crianças nascidas na Guiné, 110 morrem nas primerias horas de vida.

Uma realidade que o sistema da ONU e as autoridades guineenses querem mudar e estão a da passos para que isso aconteça.

 

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