PAM diz que africanos podem reduzir a fome entre si

30 julho 2010

Muitos países que recebiam ajuda alimentar da agência da ONU já estão a produzir para exportar e salvar vidas em África; é o exemplo que o PAM quer ver alastrar no continente para evitar mais mortes por fome.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

A directora executiva do Programa Alimentar Mundial, PAM, Josette Sheeran, considera que os povos de muitos países africanos podem recuperar das consequências dos conflitos mais depressa e até transformar as suas vidas através da luta contra a fome.

Em declarações feitas em Kigali, no Ruanda, depois de uma viagem por quatro países de África, Sheeran disse que o combate à fome proporciona grandes oportunidades através do fornecimento de produtos aos mercados.

Futuro

Sheeran disse que ficou inspirada pelo entusiasmo e empenho nas mudanças que ela escutou em quase todas as pessoas, desde dos líderes da União Africana até aos participantes num encontro de vítimas de violência e de pobreza.

Ela disse que na República Democrática do Congo, no Uganda e no Ruanda, as pessoas estão mais a olhar para o futuro do que para o passado sangrento. Disse que os pobres, os deslocados e os pequenos agricultores estão decididos em usar novos métodos de modo a assumirem o controlo das suas vidas e do seu modo de viver.

Sheeran acrescentou que no norte do Uganda as pessoas agradeceram ao PAM por ter providenciado comida durante os 20 anos que durou o conflito, dizendo que teriam morrido sem as rações alimentares de emergência.

O PAM está agora a ajudar essas pessoas dando-lhes conhecimentos para que possam vender os excedentes das suas colheitas a custos justos e assim ajudarem crianças famintas noutros pontos de África.

Revolução

A directora executiva do PAM entende que a revolução em África está no modo como a ajuda está a dar recursos às populações para ultrapassarem a fome ao mesmo tempo que ajudam no combate à falta de alimentos.

Ao mesmo tempo, Sheeran disse que no Niger há 7,9 milhões de pessoas que precisam de ajuda alimentar e apelou à mobilização de US$ 200 milhões para ajudar as pessoas até à próxima colheita.

 

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