FAO inicia parceria com agricultoras do Chade

29 julho 2010

O ensino de novas técnicas de cultivo de uma alga nutritiva pela FAO está a permitir que centenas de mulheres do Lago Chade tenham mais rendimentos e melhores condições de vida.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, está a desenvolver, em colaboração com a União Europeia, um projecto de produção de algas no Chade que pode ser um contributo para a resolver a falta de alimentos na região.

As algas que estão a ser cultivadas no Lago Chade são um produto local a que é dado o nome de Dihé, são altamente nutritivas.

O Dihé é rico em proteínas e ferro e poderá melhorar as dietas locais, pobres destes nutrientes.

Esperança

O projecto foi lançado em 2007 e é dirigido às mulheres pobres que cultivam nas margens do lago e pode representar esperança para uma vida melhor para as agricultoras.

O objectivo é que o cultivo seja feito com métodos eficazes e higiénicos, além de ensinar como processar o produto, armazená-lo e vendê-lo.

Segundo o coordenador do projecto, Mahamat Sorto, 10 toneladas de Dihé foram produzidas com as novas técnicas e vendidas através de farmácias e de grossistas no país.

As vendas originaram cerca de 50 milhões de Francos CFA, o equivalente a US$ 97,4 mil de lucros para 500 mulheres.

A iniciativa representa um investimento de cerca de US$ 1,4 milhão de dólares financiados pela FAO e pela União Europeia.

 

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