Acnur alarmado com tratamento de refugiados somalis

23 julho 2010

Agência afirma que, no contexto dos recentes ataques terroristas, tem notado um número crescente de incidentes de xenofobia, detenção e deportação de somalis.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, está alarmado com a deterioração no tratamento de somalis dentro do seu próprio país e na sub-região africana.

A agência afirma, em comunicado, que no contexto dos recentes ataques terroristas, tem notado um número crescente de incidentes de xenofobia, detenção e deportação de somalis. O grupo islamista somali al-Shabad reivindicou a autoria de atentados que mataram mais de 70 pessoas na capital do Uganda, Kampala, há duas semanas.

Intimidação

O Acnur sublinha que esta percepção negativa de deslocados somalis constitui motivo de preocupação. Diz ainda que tem recebido notícias frequentes sobre intimidação física e verbal de somalis, assim como detenções arbitrárias e repatriamento.

Estes eventos estão a ter, segundo a agência, um impacto negativo no relacionamento cordial que antes existia entre as comunidades locais e refugiados somalis, muitos dos quais estão exilados há décadas.

O Alto Comissariado da ONU revela que um número crescente de somalis tem procurado os seus escritórios solicitando o seu registo ou renovação dos seus documentos de identificação.

Controles de Segurança

O Acnur afirma reconhecer as preocupações legítimas sobre segurança de governos e apoia controles de segurança e registo para fornecer maior protecção aos refugiados. O órgão também apoia iniciativas de comunidades somalis que se distanciaram da violência.

Mais de 1,4 milhão de pessoas estão deslocadas dentro da Somália e cerca de 600 mil vivem como refugiados em países vizinhos. A nação do Corno de África tem a terceira maior população de refugiados no mundo, após o Afeganistão e Iraque.

 

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