Impunidade para assassinatos no Equador é alta, afirma relator
BR

15 julho 2010

Philip Alston apresenta conclusões preliminares de visita de 10 dias ao país; ele afirma que número de assassinatos executados por criminosos contratados, gangues e outros grupos está em constante aumento, mas os responsáveis são cada vez menos capturados.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O nível de impunidade para assassinatos no Equador é extremamento alto, de acordo com o relator especial da ONU sobre execuções sumárias e arbitrárias, Philip Alston.

Ele apresentou nesta quinta-feira em Quito os resultados preliminares da missão de 10 dias realizada para investigar alegações de mortes extrajudiciais no país.

Círculo Vicioso

Segundo Alston, o número de assassinatos executados por criminosos contratados, gangues e outros grupos está em constante aumento, mas os responsáveis são cada vez menos capturados.

O relator ressaltou que, devido a esse círculo vicioso de impunidade, a população se sente insegura. Ele afirmou que os criminosos recebem valores inferiores a US$ 20, o equivalente a R$ 35, para realizar os serviços.

Philip Alston disse ainda que o sistema judiciário criminal do Equador tem funcionamento ruim e que a polícia raramente promove investigações sérias e coerentes sobre as mortes. Ele citou ainda que o Ministério Público equatoriano, que parece mais preocupado com relações públicas do que com as condenações.

Homicídio

O relator saudou o governo por reformas nas áreas de direitos humanos e constitucional, mas lembrou que a taxa de homicídio no Equador dobrou desde 1990, e agora corresponde a 20 assassinatos para cada 100 mil habitantes.

 

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