Conselho de Segurança vai debater situação na Guiné-Bissau

15 julho 2010

Em relatório enviado ao órgão, Ban Ki-moon notou que os progressos feitos pelo país após a crise política do ano passado poderão ser minados, a menos que reformas sejam implementadas nas áreas de defesa e segurança.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta quinta-feira, em Nova Iorque, para debater o último relatório do Secretário-Geral sobre a Guiné-Bissau.

Durante a sessão, o representante de Ban Ki-moon na nação africana, Joseph Mutaboba, informará o órgão sobre os mais recentes desenvolvimentos no país.

Defesa e Segurança

No documento, Ban notou que os progressos feitos pela Guiné Bissau após a crise política do ano passado poderão ser minados, a menos que reformas sejam implementadas nas áreas de defesa e segurança.

Segundo o Secretário-Geral, a detenção do primeiro ministro e do Chefe de Estado Maior e outros oficiais militares por membros das forças armadas no dia 1 de Abril constituiu um importante revés para o processo de consolidação da paz e estabilidade.

Ban Ki-moon descreveu também a violação das instalações da ONU em Bissau por elementos das forças armadas, no mesmo dia, de inaceitável e condenável. Ele pediu às autoridades nacionais para respeitarem a sua obrigação de proteger edifícios das Nações Unidas, seu pessoal e bens.

O relatório disse que é crucial que as autoridades políticas e militares concordem sobre uma solução rápida e aceitável para a questão sensível da liderança militar na Guiné-Bissau.

Crime Transnacional

O Secretário-Geral apelou também às forças armadas para demonstrarem que continuam subordinadas ao poder civil, que goza de legitimidade após as eleições livres e transparentes do ano passado.

Ban Ki-moon também sublinhou a crescente influência do crime transnacional, incluindo o tráfico de drogas, em alguns sectores da hierarquia militar e estatal e na economia, afirmando que poderá ameaçar ainda mais a fragilidade do Estado.

 

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