Enviado da ONU no Sri Lanka convocado para consultas em Nova Iorque
Ban Ki-moon descreve de inaceitável o facto do governo não ter impedido a perturbação das suas actividades na sequência de protestos organizados por um ministro; escritório do Pnud em Colombo foi encerrado.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu esta quinta-feira ao governo do Sri Lanka para garantir que o trabalho da organização possa prosseguir sem interrupções no país.
Um ministro anunciou que vai realizar uma greve de fome em frente às instalações das Nações Unidas na capital, Colombo, que tem sido palco de vários dias de protestos.
Protestos
Num comunicado divulgado pelo seu porta-voz, Ban diz ser inaceitável o facto do governo não ter impedido a perturbação das suas actividades na sequência de protestos organizados por um dos seus membros.
As manifestações foram lideradas pelo ministro das Obras Públicas, Wimal Weerawansa, que terá dito que não irá comer enquanto a ONU não dissolver um painel que criou o mês passado.
O Secretário-Geral estabeleceu o painel para o aconselhar sobre a responsabilidade de eventuais violações de direitos humanos durante a fase final do conflito que terminou o ano passado entre o governo e rebeldes do grupo Tigres de Libertação do Tâmil Eelam.
Responsabilidades
Ban Ki-moon pediu ao governo do Sri Lanka para respeitar as suas responsabilidades para com as Nações Unidas, como país anfitrião, para que a organização possa continuar a assistir a população.
À luz dos últimos acontecimentos, o Secretário-Geral convocou o coordenador residente da ONU no país, Neil Buhne, para consultas em Nova Iorque. Ele decidiu também encerrar o centro regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, em Colombo.