Países da América Central ameaçados pelo tráfico de drogas, diz Unodc
BR

7 julho 2010

De acordo com a agência, reações isoladas de cada nação são insuficientes para lidar com grupos que operam entre fronteiras, e é necessário um esforço coordenado para combater o problema nas Américas.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Quase 200 toneladas de cocaína são contrabandeadas pela América Central para a América do Norte a cada ano, com valor estimado no destino de US$ 38 bilhões, o equivalente a R$ 67 bilhões.

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, países centro-americanos são cada vez mais ameaçados pelo poder de grupos criminosos organizados, que tem capacidade financeira para controlar territórios inteiros e colocar em perigo instituições nacionais.

Insuficientes

A agência informa que especialistas da região se reuniram recentemente no Panamá para discutir formas de compartilhar informação sobre tendências e respostas ao tráfico de drogas.

Os especialistas concordaram sobre o desenvolvimento de uma rede de análise estratégica na América Central e no Caribe, com dados e tendências geradas a partir de centros que serão estabelecidos. Além disso, um mecanismo para a troca de informações será instalado nesses países.

De acordo com o Unodc, reações isoladas de cada nação são insuficientes para lidar com grupos que operam entre fronteiras, e é necessário um esforço coordenado para combater o problema nas Américas.

Para o vice-diretor executivo da agência, Francis Maertens, o combate eficiente contra o crime organizado e o tráfico de drogas na América Central é responsabilidade partilhada entre a origem, trânsito e destino dos países.

 

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