Quirguistão não pode se tornar emergência silenciosa, diz Unicef
BR

30 junho 2010

Representante da agência no país diz que situação ainda é urgente e imprevisível; Jonathan Veitch afirma que as pessoas que retornam do Uzbequistão, onde buscaram refúgio durante confrontos, precisam de proteção, principalmente as crianças.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Quirguistão não pode se tornar uma emergência silenciosa só porque os refugiados estão retornando ao país.

A afirmação é do representante na nação da Ásia central do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Jonathan Veitch. Em entrevista à Yvette Morris, da Rádio ONU, em Genebra, ele disse que a situação ainda é urgente e imprevisível.

Refúgio

Veitch afirmou que as pessoas que retornam do Uzbequistão, onde buscaram refúgio durante os confrontos entre a minoria uzbeque e quirguizes, precisam de proteção.

A maioria dos 100 mil refugiados que atravessaram a fronteira já voltou para o Quirguistão. A violência também deixou 300 mil deslocados dentro do país.

Segundo o representante, o Unicef está analisando com cuidado as condições de crianças no sul, a região mais afetada pelos conflitos.

Ele mencionou relatos de crianças traumatizadas porque foram forçadas a deixar suas casas e por serem testemunhas de violência.

Psicólogos

Jonathan Veitch ressaltou que a agência está trazendo psicólogos especializados para atender meninos e meninas. Ele disse que é crítico que as crianças possam retornar à vida normal rapidamente.

 

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