Reforma do sector de segurança na Guiné-Bissau é vital, diz Ban

30 junho 2010

Reagindo à nomeação oficial de António Indjai para as funções de chefe de Estado Maior das Forças Armadas do país, Ban Ki-moon afirmou que o seu representante em Bissau, Joseph Mutaboba, está a consultar actores nacionais e internacionais sobre os próximos passos a tomar.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, voltou a frisar a importância vital da reforma do sector de defesa e segurança na Guiné-Bissau.

Reagindo à nomeação oficial de António Indjai para as funções de chefe de Estado Maior das Forças Armadas do país, Ban disse, em comunicado, que o seu representante em Bissau, Joseph Mutaboba, está a consultar actores nacionais e internacionais sobre os próximos passos a tomar.

Intervenção Militar

O anterior titular do cargo, Zamora Induta, foi detido e deposto em Abril na sequência de uma intervenção militar, liderada pelo agora chefe das Forças Armadas, major-general António Indjai.

Na nota emitida pelo seu porta-voz em Nova Iorque, o Secretário-Geral destaca que essas consultas dizem respeito principalmente à reforma do sector de segurança, impunidade, a restauração do estado de direito e o reforço da governação democrática.

Ban Ki-moon afirma que o objectivo da ONU é assegurar a colaboração de todas as partes interessadas, incluindo a liderança militar guineense, no contexto da sua missão de consolidação da paz na Guiné-Bissau.

Nomeação

Segundo agências de notícias, os Estados Unidos e em certa medida a União Europeia lamentaram a nomeação de Indjai para a chefia da hierarquia militar no país africano.

As mesmas fontes citam Washington como tendo dito que não apoiará a reforma do sector de defesa e segurança na nação lusófona.

 

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