Acnur anuncia recomeço de operações na Líbia

25 junho 2010

País do norte da África pediu à agência da ONU para cessar as suas actividades no território há três semanas; autoridades líbias acusaram um funcionário do Acnur de comportamento impróprio, incluindo o suborno de migrantes e a troca de favores sexuais pelo estatuto de refugiado.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, anunciou esta sexta-feira o recomeço parcial das suas operações na Líbia.

O país do norte da África pediu à agência das Nações Unidas para cessar as suas actividades no território há três semanas.

Comportamento Impróprio

As autoridades líbias acusaram um funcionário do Acnur de comportamento impróprio, incluindo o suborno de migrantes e a troca de favores sexuais pelo estatuto de refugiado.

O porta-voz da agência, Adrian Edwards, disse esta sexta-feira, em Genebra, que as alegações eram infundadas. Ele afirmou que a ordem de expulsão do governo líbio não foi suspensa e que negociações sobre o futuro do Acnur no país deveriam recomeçar brevemente.

Edwards salientou que o Acnur encara com seriedade qualquer queixa feita contra funcionários do órgão. Ele destacou que as Nações Unidas têm uma política de tolerância zero para casos de comportamento impróprio.

Acusações

O porta-voz da agência afirmou ainda que o Acnur pediu à Líbia para fornecer provas para fundamentar as suas acusações.

A Líbia é um ponto chave de trânsito para migrantes e candidatos à asilo de países da África Subsaariana, Iraque e Palestina. O país acolhe cerca de 9 mil refugiados e 3,6 mil pessoas candidatas a asilo.

 

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