África deveria reforçar relações comerciais com emergentes, diz Unctad
BR

18 junho 2010

Relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento mostra que parceiros como o Brasil podem ajudar na diversificação econômica do continente.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

A África deveria tomar medidas para assegurar que as crescentes relações comerciais do continente com grandes economias emergentes, como o Brasil, Índia e China, resultem em diversificação econômica e não a simples venda de matérias primas e outros produtos.

A afirmação consta do novo "Relatório sobre Desenvolvimento Econômico na África-2010", divulgado esta sexta-feira em Genebra pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Parceiros

O documento afirma que parceiros econômicos cada vez mais importantes no Sul podem ajudar a transformação africana através do aumento de fluxos financeiros e comerciais, apoio na área de infraestruturas e transferência de tecnologia e conhecimentos.

O estudo avisa que, até agora, fluxos de investimentos com o Sul estão a reforçar a longa tendência dos países africanos exportarem produtos agrícolas, minérios e petróleo e importarem bens manufaturados.

A Unctad diz que esta situação deveria ser mudada enquanto a cooperação Sul-Sul ainda está na fase inicial.

O economista da Divisão África da agência das Nações Unidas, Rolf Traeger, disse à Rádio ONU, de Genebra, que a cooperação Sul-Sul pode reforçar o potencial de desenvolvimento na África.

"As relações Sul-Sul da África, ou seja, entre os países africanos e as outras nações em desenvolvimento estão se intensificando em termos de comércio, investimentos e cooperação ao desenvolvimento e isto dá uma alternativa para o crescimento dos países africanos. Também oferece uma alternativa para a divesificação dos fluxos comerciais, financeiros e conhecimentos e cooperação técnica", afirmou.

O estudo do Unctad revela que o total de fluxos comerciais entre o continente e nações em desenvolvimento não-africanos passou de US$ 34 bilhões em 1995 para US$ 283 bilhões em 2008.

*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud