Conselho de Segurança debate protecção das crianças

16 junho 2010

Representante especial de Ban Ki-moon para Crianças e Conflitos Armados afirma que em algumas zonas de guerra crianças são usadas para ataques suicida.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A recente libertação de quase 3 mil menores pelo exército maoísta no Nepal é um exemplo importante de progressos efectuados na formulação de planos de acção exigidos pelo Conselho de Segurança.

A afirmação foi feita pela representante especial de Ban Ki-moon para Crianças e Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, esta quarta-feira.

Libertação

Durante debate realizado no Conselho sobre crianças e conflitos armados, Coomaraswamy disse que a libertação dos jovens do exército maoísta foi um momento fundamental para as Nações Unidas no Nepal.

A representante especial também citou progressos obtidos no Sudão e nas Filipinas elogiando ainda a resolução 1882, que determina contrárias às leis internacionais a violência sexual, o assassinato e a mutilação de crianças.

Apesar dos sucessos, Coomaraswamy sublinhou que muitos desafios permanecem, como o aumento dos ataques a escolas.

Radhika Coomaraswamy deixou claro que esse tem sido um fenómeno perturbador que necessita de atenção urgente, já que a ONU sempre argumentou que crianças e escolas deveriam ser zonas de paz.

Ataques

A representante especial citou ainda que, cada vez mais, as crianças estão a ser usadas para fins de inteligência militar por diferentes forças e grupos armados em todo o mundo e a mudança na natureza das guerras dificulta a protecção de crianças.

De acordo com Coomaraswamy, em algumas zonas de conflito meninos e meninas são usados para ataques suicida. No Afeganistão, no ano passado registaram-se sete casos deste tipo. Ela também recordou as mortes de 137 crianças afegãs em 2009, vítimas de bombardeamentos aéreos.

Durante a sessão, o Conselho de Segurança ouviu ainda o testemunho de uma jovem nepalesa recrutada pelo exército maoísta quando tinha 13 anos de idade.

*Apresentação: João Duarte, da Rádio ONU em Londres.

 

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